terça-feira, 13 de novembro de 2007

Novos Uivos


A POESIA CAMINHA POR ENTRE BECOS, BARES E BOÊMIOS

E APORTA COM MUITO ESTILO NA LAPA.



Depois das três edições do Sarau Itinerante pelas livrarias e sebos da cidade, pousaram sem repouso no estilo da Lapa...SARAU CONECTE!!(Ilimite-se aqui) Coordenação: Barbara Jovanholi - Diretora da parte poética do Novos Uivos. Poeta, artista plástica e compositora e Carlitos - músico e poeta.

SARAU CONECT!

Todo 2° domingo do mês com entrada franca .

Local: Estilo da Lapa Av. Mém de Sá, 127 / F

(segundo ponto após os Arcos)





FILHOS DA POESIA








Bárbara Jovanholi

Encerro






Se é que lhe importa,


tudo o que digo deve ser medido


com a medida do tempo


que dura a certezade cada momento




Ab-surto



Gritando que despertasse,


não fui inteira.


Esperava além das juras,


que me encontrasse.


um trocado de vingança


pela decepção mais forte,


mas que me amasse




Energia inversa




O desequilíbrio existe na raíz do homem


Nas diferenças que partem ao meio,o inteiro.


A não-existência do alheio


Saber que não estamos lá nos basta.






Flávio Dórea


Lilith





Resolvi que sou prostituta
e as vezes que rezo
gozando os encontros do sexo
ofereço o prazer de me excitar
sozinha

do homem só precisei
ser criada
nem sua costela me foi válida



Compreensão





Existem coisas que não se entendem
vivem
por isso resolvi não entender
o amor

vivo com ele



Todos os ventos




Era pra ser apenas uma brisa
e se tornara a rota
de todos os meus ventos




Folha em branco








Um poema agoniza em meu cérebro.
Artigos subjetivos percorrem meu corpo
como um câncer corroendo cada verbo
tatuado em minha carne

perco o pulsar dos verbos
o batimento cardíaco
não transpira
nem inspir (ação) de gritar

sofro calado
a morte de um poema
despindo a doce dor desiludida
de um poeta fracassado
que sufoca e chora
mais uma página perdida




Sérgio Gerônimo






Casamento





Acasalam-se idéias e atos
pura inclinação ao tédio
remédio não há
profeta da minha própria filosofia
interrogo madalenas
mães-marias e liliths de plantão
invento quantos livros necessários
forem para os crédulos fanatizarem
eles que imaculados
maculem seus desmazelos
não pretendo legiões e nem falanges
mas humanidade
pois a intenção é em todos
espelhar conversão
convertidos ou invertidos
sejam seus próprios deuses
poetas pagãos
sacros demônios
o limbo interminável
de discípulos que se acasalam
as idéias?
os atos ?
quem precisa?
somos avatares de nós mesmos.




Vânia Moraes






Alegria que entristece





As palavras formam minha poesia,
a única alegria da vida que me entristece,
a única procura que te encontra,
aue te merece.





A natureza



O vento gemia,
entonava no assobio,
uma canção de lamentos.
Sua velocidade
transcendia a morte.
A força com que corriam seus pés,
levava árvores ao chão.
Qual dor existia naquela ira?

Nada nesse dia era pureza,
nada era bonito,
nada lembrava a criação divina.

Toda a natureza chorava.
parecia que Deus,
acordara naquele dia,
com o estômago estragado.



Banquete





Fome e sede.
Sede e fome...mistura explosiva,
aguçando os sentidos,
despertando a libido.

Corpos suados...tempero selvagem
escorrendo dos poros
para o deleite da língua
que desfila arrepios no rumo
do mamilo frutífero,
da taça íntima que transborda
a seiva do prazer que
se esvai por entre as pernas.
SIRVA-SE




Taça rubra em flor




O acalanto do murmúrio de tua voz,
povoa minha mente de fantasias
transfigurando emoções em gestos,
carícias, toques e delícias,
na bravia cavalgada em busca da paixão
além do controle e sem rédeas,
acossada pelo cavaleiro tesão.

O corpo arde em desejo,
molhado pelo suor
e adocicado pelo vinho tinto,
dessedentando tua língua voraz,
audaz na lambida...Sedenta e faminta,
excitante no silêncio da palavra rouca.

Banquete de tua fome,
cálice de tua sede,
meu sexo se abre em rubra flor...
eflúvio que esparge meu prazer na tua boca.




Poesia em Movimento




Emerson Souza, poeta que traz versos em seus movimentos, sutileza em seu malabarismo despertando encanto, acordando as crianças adormecidas nos porões da nossa maioridade...olhos presos no vai e vem dos dedos que correm por bolas de cristais ou seriam bolas que correm pelos dedos, difícil dizer diante de tamanha destreza.

Parabéns...poeta filho do movimento.





Poesia múltipla



Fau Andrade, ator, poeta de muitos corpos,infindas mentes que dormentes e aguçadas habitam neste ser múltiplo.



Poesia Sonora





Carlitos, trilha silenciosa a ser seguida nas andanças da vida que por horas se faz acorde,sons...fundo,frente...verso da canção.





Uivemos...uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh